segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Show Viva Itália

No ano em que se comemora o Momento da Itália no Brasil, o público de São Bento do Sul conferiu um show musical preparado especialmente com músicas italianas. Foi no dia 06 de outubro, quinta-feira, na Sociedade Bandeirantes.


Clássicos como Al Di La, Che Sara, Dio Come Ti Amo, Strani Amori, Cose della Vita, Nel Blu Dipinto Di Blu (Volare) entre outras composições foram in

terpretadas por cantores da cidade. No palco Jean e Juli, Ivana Lampe, Delcio Pereira, Reinaldo Voltolini, Jeime Vieira, Leandro Panneitz e Willian Pscheidt, acompanhados por uma banda de apoio com excelentes músicos: Abel Hack (bateria), Erick Rengel (violão), Silvio da Cruz (contrabaixo), Jackson Montenegro Neto (guitarra), Gerson Zellner (teclados), Luis Carlos Grossl (trompete), Nivaldo Nivas (saxofone) e Ricardo de Espindula (trombone).








O show foi uma realização da empresa J. Montenegro Eventos que teve projeto cultural aprovado no início do ano e tem apoio do SIMDEC (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura de São Bento do Sul).

O repertório foi escolhido através de uma pesquisa musical e também por indicação dos artistas. Novos arranjos foram elaborados respeitando o estilo de cada convidado. Reinaldo Voltolini, por exemplo, interpretou uma de suas composições, "Per So In Te" classificada entre as doze melhores do festival nacional da canção italiana de Blumenau em 2006 e "La Mia Storia Tra Le Dita". Jeime vieira intepretou "Strani Amore" e "Cose Dela Vita". Leandro Panneitz, numa versão jazz, tocou "Volare". A cantora Ivana Lampe cantou "Dio Come Ti Amo e Io Che Amo Solo Te". Jean e Juli cantaram a música "Brucia La Terra" do filme "O Poderoso Chefão" e "Al Di La", Delcio Pereira cantou Che Sara e "Con Te Partiró", numa versão pop. O público foi recepcionado pelo coral do Circollo Italiano di São Bento que interpretou canções tradicionais italianas. Ao final do show o coral subiu ao palco e, junto com os demais artistas, encerraram cantando "Merica, Merica".


*Fotos de Eduardo Mendes e Douglas Robertt/Chroma Fotografia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Show Viva Itália


Os ensaios para o show "Viva Itália" estão rolando a todo vapor. Uma vez por semana nos reunimos no estúdio para passar o repertório. Nem sempre conseguimos reunir todo mundo, pois sempre alguém tem compromisso.

Mas os ensaios estão sendo ótimos! Todos empenhados. Além de meus amigos, são excelentes músicos e o legal é que não tem nenhum "estrela", todos aceitam e dão sugestões. Isso que é bacana... Neste show, consegui reunir o Abel Hack (bateria), Silvio da Cruz (contrabaixo), Erick Rengel (violão), Gerson Zellner (teclados), Ricardo de Espindula (trombone), Nivaldo Niva (sax) e Luis Carlos Grossl (trompete).

Felizmente consegui convencer o Jackson a tocar guitarra no show. Ele disse que andava meio enferrujado, mas que nada... tá dando conta do recado. A cada ensaio quero arrumar um novo solo para ele, rs. Para quem achava que era lenda ver o Jackson tocar novamente, então não percam! Dia 06 de outubro, no Bandeirantes show "Viva Itália". Ingressos limitados à R$ 10,00 na Center Som no calçadão e no Cantinho do Café no shopping.

Estarão se apresentando nesse show: Jean e Juli, Reinaldo Voltolini, Delcio Pereira, Jeime Vieira, Ivana Lampe, Willian Pscheidt e Leandro Panneitz.

Espero vcs lá!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Itajaí


Chegamos em Itajaí na manhã de sexta e recebemos que a apresentação deste dia seria no mercado público, um lugar aberto, com muitas mesas e a galera vai para bater papo, comer e beber. Seria o oposto de Blumenau. Imaginei que seria um lugar barulhento. E foi isso mesmo. Poucas pessoas estavam lá para curtir a música. Mas isso é bom, estes desafios são bacanas de enfrentar.

Após chegar no hotel e deixar as malas, fui dar um passeio a pé pelo centro. Acabei encontrando uma praça com uma igreja antiga. Não sei porque, mas adoro tirar fotos de igrejas, principalmente estas menores. Era a igreja do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Itajaí. Foi concluída em 1823.

Fui caminhando pela avenida lateral ao porto, por onde os navios entram. Lembrei-me dos tempos de criança quando íamos a praia e meus pais passavam por alí para vermos os navios e em alguns deles - menores - a gente podia entrar e visitar. Fiquei ali parado por um tempo observando aqueles guindastes enormes carregando aquele número sem fim de containers.

Após o almoço (já era quase 15h) fui a pé até o mercado para ver como seria a noite. A nossa passagem de som ficou marcada para às 18h, mas quando cheguei lá o técnico do SESC, Marcelo, avisou que nesse horário haveria um happy hour com uma galera de fora, depois uma apresentação poética multimídia. Liguei para a Ana e o Chico e combinamos que só iria rolar o som depois das 21hs. Seria algo meio que na fogueira: chegar, plugar e tocar.

Itajaí é uma cidade muito musical e a Ana tem muitos amigos por lá que compareceram. O show rolou bem legal, mas não era o local ideal para a apresentação do duo.

Estava muito frio e como o mercado não tinha cobertura, fiquei ao relento até tarde. Estava congelando e assim que acabou, recolhi os microfones e vazei para o hotel para me esquentar.

Acho que deveria ser umas 7h da manhã e no apartamento de cima, alguém começou a caminhar pelo quarto como se estivesse fazendo uma caminhada. Lembrei de um médico em SBS, quando eu trabalhava na rádio, ele fazia suas caminhadas pela garagem do prédio. Era muito engraçado. Mas voltado ao hotel, logo o camarada saiu e provavelmente a faxineira entrou para arrumar o quarto e não teve jeito, não consegui dormir mais.

Combinamos de almoçar no mercado após o check out. Peixe grelhado, feijão, arroz, pirão e um grupo tocando choro. Existem músicas que se encaixam em determinados ambientes vocês não acham? Cheguei a esta conclusão. É difícil explicar, mas naquele local a música parecia estar "conversando" com as pessoas, era uma mix perfeita. Percussão, flauta, violão de 7, e um músico tocando trombone. Ah ele tocava também sax alto e soprano. Fiquei sabendo que ainda toca trompete!!! A Ana deu uma canja cantando Maracangalha e Upa Neguindo. Realmente é "Pé de Crioula".

*Pé de Crioula é o nome do mais recente CD da Ana, somente com sambas.

sábado, 11 de junho de 2011

Blumenau


Almoçamos em Blumenau no complexo do SESC e eu estava com uma cara de cansado e tentei dormir um pouco à tarde, mas não consegui. Tomei um banho bem quente, uma conferida na mochila para ver se estava tudo dentro e lá fomos nós para o Teatro Carlos Gomes. A apresentação foi em um auditório menor, mas o palco era grande e bonito, tinha a iluminação do próprio teatro que optamos por usar. O Chico Saraiva tem um problema sério com acústicas de salas boas. Ele prefere o som acústico, que lógico fica super bonito. O problema é que a Ana não consegue cantar uma hora sem som e isso todo cantor sabe, principalmente quando se tem uma apresentação por dia. Se for para cantar sem sonorização a voz acaba. Esse é um dilema que tenho enfrentado em todos os locais que chegamos. A Ana curte e entende de som e quer isso evidente e bem feito. O Chico adora tocar sem equipamento de som e isso causou um mal estar geral. Ficou evidente nessa passagem de som a maneira que cada um estava querendo fazer. Só que isso acabou prejudicando o meu trabalho porque eu tenho que agradar os dois e fico no meio desse fogo cruzado. Se aumento o som o

Chico diz que estamos estragando o som da sala. Se deixo baixo para aproveitar a acústica da sala a Ana não se sente confortável. Chegamos num meio-termo para o show poder rolar, mas ficou nítido durante a apresentação que o clima entre os dois não estava bem e como eu já estou acompanhando por um bom tempo isso também me afetou. Foi um show que eu não curti e nem eles. Fico amarrado em não poder fazer uma mixagem artística.

Voltando para o hotel, chegamos em uma pizzaria e ali o clima esquentou. Os dois tiveram um papo reto sobre o que estava acontecendo e tudo foi discutido. O papo foi longo e eu ali do lado, as vezes calado, as vezes dando minha opinião. Mas saboreando as pizzas, afinal, era um assunto que eles precisavam resolver para que o show continuasse sendo bacana.

Por fim tudo acabou sendo resolvido ali mesmo e eles chegaram a conclusão que deveriam mesmo é curtir a oportunidade, como a Ana mesmo definiu: "Quantas e quantas pessoas gostariam de estar no nosso lugar viajando, tocando e cantando? Então vamos curtir!!".

Voltamos para o hotel e na manhã seguinte rumo à Itajaí.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Brusque


Saímos de Rio do Sul com muita chuva pela manhã. Nosso destino: Brusque. O Chico Saraiva e eu ficamos no hotel e a Ana foi de carona com o nosso motorista até Itajaí, de lá iria até Meia-Praia na casa dos pais para buscar a filha Clara. O meu quarto ainda não estava pronto e aguardei uns quinze minutos até liberarem. O rapaz que me ajudou com a bagagem disse ao entrar no elevador: "É o quarto mais "bão" que temos!", rs. O hotel fica ao lado do shopping e fiquei sabendo que os hospedes não pagavam ingresso no cinema! A noite saí para comer algo e depois fui assistir a sessão das 21:15: "X-men". Sentou ao meu lado um rapaz que falava sozinho, pensava alto e além disso entrou com dois pacotes de salgadinho. Quase mudei de poltrona, mas logo ele ficou quieto.

No outro dia saí para dar uma volta pela cidade. Todo mundo fala que Brusque é a cidade das roupas baratas, mas em todas as lojas que passei, não foi isso que percebi. Mas acho que existe um bairro onde ficam inúmeras lojas com roupas mais em conta. Andando pela rua passei por uma loja de instrumentos e cds e o engraçado é que havia várias tvs passando um show do AC/DC e no som das caixas rolava Raça Negra. Vai entender.

Subi as escadarias da igreja matriz da cidade, Igreja de São Luiz Gonzaga. Inaugurada em 1962, levou oito anos para ser erguida. É uma igreja bem grande mas no inverno deve ser bastante fria porque é toda de concreto. A nave central tem 13 metros de largura e 26,4m de altura. Na noite anterior ouvi os sinos da igreja tocaram e que som maravilhoso. Fui conferir de perto. São quatro grandes sinos, mas cada um de um tamanho diferente e acionados por um motor. A sonoridade é incrível!

A apresentação de Brusque foi transferida para Nova Trento poucos quilômetros dali. Segundo a técnica de cultura a idéia é levar eventos para essas localidades menores, assim como aconteceu com São Bento algum tempo atrás. Foi a primeira apresentação musical do SESC em Nova Trento. Foi na Casa di Noni, um espaço construído com o apoio do governo do estado onde são realizados alguns eventos, na maioria de grupos de terceira idade.

O pessoal que compareceu ao evento curtiu pra caramba e os aplausos foram sinceros. A gente que trabalha com arte, percebe isso.

Voltando de Nova Trento ao chegar em Brusque acabamos entrando dentro de uma carreata da torcida do Vasco. Muita algazarra e pior, aquele monte de carro e torcedores ocuparam a avenida em frente ao hotel e festejaram a madrugada toda com som alto, fogos e cantoria. Quem consegue dormir desse jeito? Acordei podre no dia seguinte.


Rio do Sul

Em Rio do Sul chegamos por volta das 21h, fizemos um lanche no centro da cidade. Um "big" lanche que quase não dei conta de comer. Um X salada aberto no prato e coberto com batata frita. Mas sério: era gigante! No hotel, fui direto para a cama para ver se esquentava. Liguei a TV e o sono veio rápido. Tinha programado no meu celular um lembrete para pagar uma conta na segunda-feira. Acontece que no primeiro segundo após a meia-noite ele emitiu um sinal sonoro avisando. Resultado: não consegui dormir mais. Era 3 da manhã quando olhei no relógio e eu ainda estava me virando na cama. Pela manhã acordei, fui tomar banho e não tinha água quente, então fui tomar café e depois fiquei no quarto escrevendo um release para mandar para os jornais falando da turnê. Fui almoçar sozinho porque sabia que a Ana e o Chico já tinham saído bem cedo para entrevista em uma rádio e uma tv local.

Voltei para o hotel e fiquei assistindo até próximo das 4 da tarde quando fui tomar banho. Também não tinha água quente. Tive que tomar banho frio em pleno inverno. E ainda mais, a água aqui parece que já vem com sabão. Preciso perguntar isso para a Nina e saber o que é.

O show de segunda foi no teatro do colégio Dom Bosco. Fui a pé, cerca de 15 minutos do hotel. Chegando lá o som já estava montado, mas não pude ligar nada porque as professoras do colégio estavam ensaiando com as crianças algumas danças. Aproveitei para estudar e programar alguns parâmetros da mesa digital.

Estava muito frio dentro daquele auditório enorme. O palco era gigante e tudo lá dentro parecia gelado.

O show começou pontualmente às 19:30 com um bom público, a maioria jovens. O único problema era a garotada comendo salgadinhos e aquele barulho dos pacotes de chips não foi legal. Durante a apresentação, a Ana faz uma apresentação solo tocando violão. Segundo ela, foi difícil executar porque tanto as mãos quanto o violão estavam gelados.

Na volta paramos para jantar em uma cantina chamada La Fiorentina. Uma delícia de comida onde eles mesmo preparam as massas. Comi um pão delicioso que acompanhava um penne... Quando for a Brusque recomendo passar nesse local.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vidal Ramos

Saímos de Florianópolis no domingo porque a apresentação em Vidal Ramos era mais cedo, às 17h. Vidal Ramos é uma cidade pequena que foi colonizada por alemães e italianos e antes da sua emancipação, fazia parte do município de Brusque. Uma cidade com aproximadamente 6.300 habitantes. Possui casas pequenas em estilo enxaimel e muitas belezas naturais.

Pelo caminho novamente lindas paisagens do nosso estado. Passamos por Santo Amaro, Águas Mornas, Rancho Queimado, Alfredo Wagner e Rio Bonito. Chegamos perto das 13h e fomos direto ao local do evento. Na chegada a Ana já se encantou com a quantidade de pés carregados de laranja e bergamota e já foi arrumando uma sacolinha para, na primeira oportunidade, apanhar direto do pé.

O local do evento foi um anfiteatro construído em 2009 e doado para a cidade pela Votorantim Cimentos. O local tem 350 m² e capacidade para receber até 200 pessoas. A Votorantim Cimentos é uma das dez maiores empresas de cimento, concreto e agregados do mundo. No Brasil, possui mais de 40 unidades de produção, além de 70 centros de distribuição e 90 centrais de concreto. Em Vidal Ramos a empresa iniciou uma unidade em 2008 e tem capacidade para produzir 1,3 milhão de toneladas de cimento por ano.

Tão logo descemos do veículo a Ana avistou um vizinho do teatro e já foi perguntando se podia pegar umas frutas e lascou essa: "O senhor por acaso não tem aí uma galinha assada, um arroz?" E o tiozinho, com aquele sotaque de italiano respondeu: "Chegaram tarde. Aqui a gente almoça às 11:30. Tivessem avisado a gente tinha guardado". Incrível a receptividade desse povo mais simples.

Após o almoço eu fui fazer as minhas coisas, checar o equipamento, posicionar os microfones e monitores e a Ana e o Chico foram passear a pé pela cidade. O nosso motorista, o Robson, foi correr. Diz ele que já perdeu 11 quilos só cuidando da alimentação e correndo quando pode. Robson é de floripa mas já morou em Londres e Portugal e também já viajou por vários países. Voltou ao Brasil e está trabalhando como motorista de uma empresa que faz transporte em carros menores. Na hora da passagem de som a Ana Paula chegou com aquela cara de sono e perguntei se ela tinha dormido na van. "Que nada! Dormi na grama em frente ao teatro. Com esse sol me deu uma preguiça...", respondeu.

Estava muito frio dentro do teatro e segundo o produtor local, a previsão não era de muita gente, pois havia uma festa tradicional na cidade e todo mundo ia para lá. Mas mesmo assim, o público prestigiou. Após o show seguimos para "Bruxque", jantar e dormir para fugir do frio.